Laize dos Santos Andrade Nogueira.
Essa
constituição foi assinada também durante o Concílio Vaticano II.
Na verdade, esta constituição foi assinada devido o desejo do mesmo concílio de
reformar a estrutura litúrgica do Rito
romano, desejo este, manifestado através da Constituição Apostólica Sacrosanctum Concilium que fora
assinada em 4 de dezembro de 1963.
Foram
restaurados, continua a nos lembrar Paulo VI na Constituição Apostólica, alguns
ritos que tinham caído em desuso na celebração da Missa e que gozaram de
importância no tempo dos Padres da Igreja. Dentre os ritos restaurados, o da
proclamação da Bíblia na Liturgia da Palavra é dos mais significativos e
decisivos. Tratou-se de uma expressa orientação conciliar:
“Para que a mesa
da Palavra de Deus seja preparada com maior abundância para os fiéis, abram-se
mais largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de certo número de
anos, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura” (SC,
51).
“Tudo
isto foi assim ordenado para aumentar cada vez mais nos fiéis ‘a fome da
Palavra de Deus’, (Am 8,11) que, sob a direção do Espírito Santo, deve levar o
povo da nova Aliança à perfeita unidade da Igreja” – afirma Paulo VI.
Em
vista de celebrar, de modo digno e adequado, os mistérios de Cristo, a Igreja
organizou o Ano litúrgico. A esse respeito, oportunas e esclarecedoras são as
palavras do Concílio Vaticano II:
“A santa mãe Igreja considera seu dever
celebrar, em determinados dias do ano, a memória sagrada da obra de salvação do
seu divino Esposo. Em cada semana, no dia a que chamou domingo, celebra a
memória da Ressurreição do Senhor, como a celebra também uma vez no ano na
Páscoa, a maior das solenidades, unida à memória da sua Paixão.
Distribui todo o mistério de Cristo pelo
correr do ano, da Encarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à
expectativa da feliz esperança e da vinda do Senhor.
Com esta recordação dos mistérios da
Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do
seu Senhor, a ponto de os tornar como que presentes a todo o tempo, para que os
fiéis, em contato com eles, se encham de graça” (Sacrosanctum concilium (SC, 102).
O
mesmo documento do Vaticano II recorda o lugar e a presença de Maria e dos
santos no decorrer do Ano litúrgico. “Na celebração do ciclo anual dos
mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com especial amor, porque
indissoluvelmente unida à obra de salvação do seu Filho, a Bem-aventurada
Virgem Maria, Mãe de Deus, em quem vê e exalta o mais excelso fruto da
Redenção, em quem contempla, qual imagem puríssima, o que ela, toda ela, com
alegria deseja e espera ser”. (SC, 103)
A
Igreja inseriu também no ciclo anual a memória dos mártires e outros santos, os
quais, tendo pela graça multiforme de Deus atingido a perfeição e alcançado a
salvação eterna, cantam hoje a Deus no céu o louvor perfeito e intercedem por
nós.
As
grandes linhas do Ano litúrgico são: O Ano litúrgico inicia com o primeiro
domingo do advento e termina com a 34ª semana do tempo comum. Compõe-se de dois
grandes ciclos (ciclo de Natal e ciclo de Páscoa) e do Tempo Comum. Ao longo do
Ano litúrgico distribuem-se as festas dos Santos.
RIBEIRO Luis Fernando Santana, PUC Rio, Theologica
Latino americana.
SACROSANCTUM CONCILIUM. Papa Paulo VI - Roma, 4 de Dezembro de
1963.
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